Em defesa do Evangelho.. e se fosse você?


 “Com que poder ou em nome de quem vocês fizeram isso?” Atos 4.7

Podemos dizer que nesta passagem de Atos temos o registro da primeira perseguição a Igreja de Cristo, que se deu em Jerusalém, iniciada por volta das 15h, horário da oração e do sacrifício da tarde, por causa de uma cura que Deus operara em um senhor paralítico com mais de 40 anos de idade, por meio de Pedro e João, na entrada do Templo, no portão chamado Formosa, próximo o átrio dos gentios e o das mulheres.
Pedro e João, por meio deste sinal, conseguiram atrair a atenção de uma multidão, e então Pedro pregou o Evangelho de Cristo para eles, atribuindo todo louvor, mérito e poder daquela cura ao nome de Jesus; falou-lhes sobre a morte de Jesus, a culpa de Israel por isso, Sua ressurreição, e os chamou ao arrependimento para perdão de seus pecados para que assim alcançassem uma nova vida de refrigério em Cristo.
Como resultado deste tumulto no Templo, Pedro e João são levados presos pelo capitão do templo, a mando dos sacerdotes, e dos saduceus, que discordavam da doutrina da ressurreição, e também para colocar inicio as palavras proféticas de Jesus, que já havia predito:

"Tenho-lhes dito tudo isso para que vocês não venham a tropeçar. Vocês serão expulsos das sinagogas; de fato, virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus.” 
 João 16:1,2

"E de todos serei odiados por causa do meu nome" Lucas 21.17

Este relato me traz algumas perguntas de confronto a minha própria vida:

QUAL TEM SIDO O MEU TESTEMUNHO COMO CRISTÃ? COMO EU TENHO DEFENDIDO O EVANGELHO?

Os primeiros 300 anos de anúncio do evangelho foram defendidos pela Igreja de Cristo com o próprio sangue dos mártires, fruto da perseguição dos judeus e pagãos contra os cristãos - O evangelho foi defendido com a própria vida!

Te convido a passear abaixo pelos períodos imperiais que seguiram pela História dando continuidade a perseguição contra  a Igreja de Cristo e alguns exemplos de homens e mulheres que morreram para defender a fé e o Evangelho de Cristo:

1.  Império de Nero (54 a 68 d.C.) –mártires:  Paulo, Pedro, Erasto, Ananias bispo de Damasco.

2. Império de Domiciano (81 a 96 d.C.) –mártires: Dionísio bispo de Atenas e Timóteo bispo de Éfeso, discípulo de Paulo.

3.  Império de Trajano (98 a 117 d.C.) –mártir: Inácio bispo de Antioquia – observe abaixo algumas de suas declarações e desde já indico a leitura de suas cartas disponíveis na internet:
“Sou trigo de Cristo, e serei moído pelos dentes das feras para ser achado como pão puro”
“Agora começo a ser um discípulo. Nada me importa das coisas visíveis e invisíveis para poder somente ganhar a Cristo”.

4. Império de Adriano (117 a 138 d.C.) – mártires: Alexandre bispo de Roma e Eustáquio comandante romano mas cristão de coração.

5. Império de Marco Aurélio (161 a 180 d.C.) – mártires: Justino, Blandina, Felicitate, e Policarpo bispo de Esmirna que declarou antes da sua morte: “Servi ao Senhor por 85 anos e Ele nunca me faltou. Como posso agora blasfemar contra Ele?”

6. Império de Sétimo Severo (193 a 234 d.C.) – mártires: Vitor, Calixto e Urbano bispos de Roma, Leônidas pai de Orígenes e Perpétua, Felicitas e Cecília.

7. Império de Maximino (235 a 238 d.C) – mártires: Pontiano bispo de Roma e Hipólito. Muitos cristãos eram enterrados juntos na mesma cova, sem a descriminação de seus nomes.

8. Império de Décio e Valeriano (249 a 260 d.C.) – mártires: Dionízio, Orígenes, Ágata, Lourenço, Cipriano bispo de Catargo e Nicômaco que declarou antes da sua morte: “Não posso dar a demônios a reverência devida só ao Todo Poderoso”

9.  Império de Aureliano, Tácito, Probo e Caro (274 a 283 d.C.) – mártires: Felix bispo de Roma e Agapito.

10. Império de Diocleciano, Maximiano, Constancio e Galério (284 a 305 d.C. período de ódio máximo aos cristãos) – mártires: Legião cristã Tebana – 6.666 soldados executados por se recusarem adorarem o imperador Maximiano; Susana sobrinha do bispo de Roma Caio, se recusou a casar com um nobre pagão e morreu; outros mártires foram: Alban primeiro mártir britânico; Quintino; Sebastião de Narbona; Vitor de Marselha/França; Taraco, Probo e Andrônico; Romano diácono da Igreja de Cesaréia; Justina; Eulália; Anfiano, Julita, Eustrátio, Nicander e Marciano; Quirínio bispo de Siscia; Pânfilo de Fenícia; Jorge da Capadócia entre muitos outros.

A partir do império de Constantino (306 a 377 d.C.), o Cristianismo foi oficializado, a Igreja elevada ao poder do Estado/Império, e as perseguições aconteceram a partir de então não mais em defesa do evangelho, mas em defesa do poder político: As cruzadas, em busca de novos territórios, e a Inquisição Católica (sec.XII) em busca de “hereges” que discordavam das doutrinas e da liderança da igreja – morreram neste processo os Valdenses, reformadores protestantes no século XVI, entre outros.

E quando pensamos que este período de perseguição ao Evangelho acabou e ficou lá na História, nos deparamos com uma realidade muito pouco divulgada para os cristãos – a Igreja Perseguida atual – na qual milhares de cristãos continuam sendo perseguidos e mortos por facções criminosas de outras religiões e impérios, que tentam pela intimidação e terror colocar fim ao Evangelho de Cristo.

A organização Portas Abertas* nos traz alguns dados chocantes, que vão colocar o nosso evangelho vivido a prova, e vai nos fazer perguntar a nós mesmos: E SE FOSSE EU? NEGARIA O NOME DE JESUS E FICARIA VIVO, OU MORRERIA PARA DEFENDER O EVANGELHO???

-Agosto/2008: Mais de 50 cristãos mortos em um ataque a 300 vilas na Índia.
-2009: Jovens mortos na Somália e moças estupradas por confessar a fé em Jesus.
-Fevereiro/2015: 21 cristãos egípcios mortos na Líbia pelo Estado Islâmico.
-Abril/2015: 146 cristãos mortos na Universidade de Garissa/Quênia. Frederick, um dos sobreviventes diz que um tipo de prova fora feita na universidade e para ser aprovado, a pessoa deveria dizer que era mulçumano, do contrário, seria morto a tiros.
-Agosto/2015: a jovem Noviana atacada a caminha da sua escola cristã.
-Na Córeia do Norte, a jovem Liu Kianzhi foi presa, torturada por 6 anos por ser cristã.
-Em 2015, foram 7.106 cristãos mortos e 2.425 igrejas atacadas*

>>> Dezembro/2011: Na véspera de Natal, Pr Umar Mulinde, ex-mulçumano, 38 anos, sobreviveu a um ataque por extremistas mulçumanos, tendo queimaduras de ácido pelo rosto e corpo. Testemunho online disponível no YouTube.

Existe um problema gravíssimo no Evangelho pregado no Brasil e no ocidente em geral: ele é muito FÁCIL! Será que a nossa geração suportaria uma PERSEGUIÇÃO? Será que a nossa geração sabe o que é RENÚNCIA? Será que a nossa geração tem ousadia para desobedecer a lei dos homens para obedecer a Deus?

§  Defenda o evangelho com a sua vida!
§  Defenda o evangelho com suas prioridades!
§  Defenda o evangelho com as suas renúncias!
§  Defenda o evangelho honrando ao nome de Jesus!
§  Defenda o evangelho mantendo-se firme na sã doutrina revelada na Palavra!

O evangelho no Brasil tem sido pregado distorcidamente e isto já tem enfraquecido a muitos. Já somos milhares de cristãos desigrejados, desiludidos com o evangelho que receberam e para isto mudar, depende de mim, do meu testemunho, depende de VOCÊ!

Pregue a VERDADE da Palavra, não aquilo que convém! Viva coerentemente com os princípios do Reino de Deus!

A perseguição contra a Igreja nunca acabou e não vai parar: “Se fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” Apocalipse 2.10.

Unção especial e exclusiva??? Heresia #2

"E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões.
Até sobre os servos e as servas derramarei do meu Espírito naqueles dias.” Joel 2.28-29

Continuando nossa série #DigaNãoAsHeresias, segue mais um breve estudo sobre as heresias que a Igreja de Cristo combateu ao longo de sua história, e como podemos combatê-las hoje, defendendo assim a verdadeira fé cristã; e hoje vamos ver, muuuito brevemente sobre a heresia do GNOSTICISMO:

Derivada da palavra grega ‘Gnosis’, esta heresia é extremamente complexa e merece um estudo bem mais aprofundado, por isso sugiro uma pesquisa neste documento  aqui (clique e saiba mais).

Bem a grosso modo, podemos dizer que esta heresia trazia um conceito místico que o conhecimento dos mistérios divinos era revelado a poucos escolhidos. Ela se fez presente nos quatro primeiros séculos da Era Cristã e é manifestada por adeptos de antigos cultos egípcios, babilônicos e gregos romanos. Esta heresia desenvolveu duas grandes correntes de pensamentos que tentou penetrar na mensagem do Evangelho:

Dualismo: este pensamento defendia uma separação entre o mundo material e espiritual, sustentando que todo tipo de matéria é má e perecível, logo, não foi criada por Deus, mas sim por um demiurgo (uma espécie de deus menor). Isto implica dizer que Deus não criou a terra e tudo o que nela há, inclusive a raça humana.
Docetismo: este pensamento defendia que uma vez que o mundo material é mal, logo significa negar que Jesus Cristo veio ao mundo em forma de homem, encarnado, e que tenha vivido e sofrido como homem. Jesus era para eles um espírito evoluído com a aparência de corpo material, e que veio comunicar ao povo um conhecimento especial que ajudaria o homem a se salvar por um processo intelectual.

Bem, esta heresia foi confrontada pela Igreja que apresentou, dentre muitos, os seguintes argumentos bíblicos:

- Deus é o Criador de todas as coisas nos céus e na terra e tudo o que Ele fez foi bom e reflete a Sua glória (Sl 19.1; GN 1; Dt 10.14; Sl 115.15; Sl 121.2; Jo 1.3)
- Jesus Cristo veio em carne, viveu, sofreu e morreu como homem (Jo 1.14; MT 4.2; MT 21.18; Jo 19.28; Jo 19.33)
- O ser humano é liberto pelo conhecimento que vem pela fé em Jesus Cristo, através da revelação da Sua Palavra, e não por meio de experiências cósmicas ou sensoriais, sendo que a obediência aos Seus mandamentos é a demonstração prática de se possuir este conhecimento (Jo 8.32; Jo 15.14; Jo 14.6, Jo 17.7)

Hoje a Igreja também luta contra esta heresia, quando algumas pessoas se levantam dizendo ter uma “unção” especial para realizar tal obra, e que esta unção, ou conhecimento, foi algo especial dada por Deus EXCLUSIVAMENTE para ele(a). Isto é mentira!

A Bíblia diz que toda a revelação de Deus para a salvação do homem já está exposta e disponível para TODOS por meio da Sua Palavra, e que a unção que agora todos os crentes possuem, é a unção do Espírito Santo, que é o selo de aprovação para todos os cristãos e que dá discernimento para toda a verdade. (I Jo 2.20,27; II Co 1.22; Ef. 4.30; II Co 1.21,22). Toda a Escritura é inspirada por Deus e suficiente para a salvação do homem e para obtenção do conhecimento de Deus (II Tm 3.16), bem como suficiente para que todos exerçam o seu chamado.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra." II Timóteo 3.16-17

Nada mais deverá ser revelado por Deus para que se torne doutrina para a Igreja, ou para evidenciar o ministério de alguém. Essa é uma heresia antiga e que já foi derrubada pela Igreja! Vigie!

Nesta mesma corrente de pensamento, há aqueles que proíbem os cristãos de usufruírem das coisas boas que Deus criou e colocou no mundo, dizendo ser tudo obra do maligno: natureza, comida, arte, sexo, casamento... isto também é um reflexo desta heresia gnóstica, e que sabemos ser contra as Escrituras, que afirmam que foi Deus quem criou todas as coisas para Sua glória e então podemos tê-las nas nossas vidas, desde que gere glória para Ele de acordo com as Suas orientações!

Não se permita acreditar nas palavras daqueles que não colocam as Escrituras como autoridade máxima da Igreja e da vida do cristão. Lembre-se que tudo o que há na Bíblia, sejam promessas, profecias, exortações, parábolas, história, toda ela já nos é suficiente para obter conhecimento de Deus e ter a mente de Cristo (I Co 2.16).

Tudo o que esses falsos mestres, pastores, apóstolos, doutores querem é serem reconhecidos e receberem glória e honra dos homens. Não aceitam viver simplesmente como irmãos, servindo em humildade, deixando Cristo ser o Cabeça da Igreja, guiando o povo livremente pelo conhecimento revelado. Eles anseiam por poder e jamais irão desejar que seu rebanho tenha a liberdade de examinar as Escrituras e cheguem ao conhecimento de Deus, por isso irão sempre inventar uma nova profecia, uma nova revelação, para que o povo continue dependente deles!

Deus não revelará absolutamente NADA MAIS além do que Sua própria Palavra já nos revelou, e tudo o que Ele deseja, é um povo que se comprometa com esta Palavra para cumpri-la. 

Façamos então parte deste povo e vamos dizer NÃO as heresias!

Igreja no Velho Testamento ??? Heresia #1


"E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós." I Coríntios 11.19

"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição." II Pedro 2.1

Desde a primeira heresia que tentaram introduzir ao Evangelho no primeiro século, uma só foi a postura dos cristãos: Manifestar-se contra ela! Não ir contra as heresias, é se tornar cúmplice de ensinamentos errados e maléficos à fé cristã, e deixar que toda uma geração futura de cristãos seja fundamentada em doutrinas que não estão respaldadas nos princípios bíblicos neo-testamentários (do Novo Testamento).

Neste série #DigaNãoAsHeresias, trarei breves estudos sobre as heresias que a Igreja de Cristo combateu ao longo de sua história, e como podemos combatê-las hoje, defendendo assim a verdadeira fé cristã.

Mas afinal, você sabe o que é uma heresia?

Esta é uma palavra derivada do grego, que primeiramente traz a noção de escolha, eleição e preferência – porém, nos registros do Novo Testamento, esta palavra foi utilizada para significar um princípio filosófico ou um sistema/conjunto de ideias que promoviam divisão e afastamento das doutrinas cristãs.

Vejamos então uma das primeiras heresias que os cristãos combateram no primeiro século e como ela se reflete na Igreja hoje:

HERESIA JUDAIZANTE:

"Mas nem mesmo Tito, que estava comigo, foi obrigado a circuncidar-se, apesar de ser grego.

Essa questão foi levantada porque alguns falsos irmãos infiltraram-se em nosso meio para espionar a liberdade que temos em Cristo Jesus e nos reduzir à escravidão. Não nos submetemos a eles nem por um instante, para que a verdade do evangelho permanecesse com vocês." Gálatas 2.3-5



Esta foi a primeira heresia combatida pela igreja, quando um grupo de judeus convertidos ao Evangelho de Jesus iniciou uma perseguição contra os cristãos gentios (pessoas de outros povos e culturas), pervertendo sua fé na tentativa de incorporar ao Cristianismo a prática e a observância das leis do Antigo Testamento (Torá / Lei de Moisés), condicionando a Lei como item fundamental para que a fé cristã fosse válida e aceita por Deus - Ou seja, para este grupo chamado Judaizante, uma pessoa só seria cristã se observasse a Lei, ou seja, se continuasse a realizar todos os rituais e práticas que a Lei ordenava, tais como: a circuncisão, a observância do sábado, o não consumo de alimentos considerados imundos, a participação nas festas religiosas judaicas como Tabernáculos, Colheita, Hanuká, Purim, Expiações, etc. e todas as demais leis sociais e templárias.


O apóstolo Paulo se levantou contra esta heresia e considerou tais pessoas que insistiam nelas como FALSAS, e mostrou que o objetivo delas era fazer com que os cristãos fossem levados novamente a escravidão da Lei – Lei esta, que já havia sido plenamente cumprida, satisfeita e finalizada no sacrifício de Cristo. 

“Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê." Romanos 10.4

Uma reunião foi feita pela Igreja naquela ocasião para discutir então como que os cristãos gentios seriam tratados, e se reconheceu então que não havia a necessidade de cobrar deles a prática e a observância da Lei, embora os judeus permanecessem naquela condição, que além de religiosa, era essencialmente cultural para eles. 

"Reconhecendo a graça que me fora concedida, Tiago, Pedro e João, tidos como colunas, estenderam a mão direita a mim e a Barnabé em sinal de comunhão. Eles concordaram em que devíamos nos dirigir aos gentios, e eles, aos circuncisos." Gálatas 2.9

Atualmente enfrentamos esta mesma heresia, quando a Igreja Cristã incorpora elementos do Antigo Testamento em seus cultos, tais como: Instrumento musical Shofar utilizado no Velho Testamento para convocação de guerras e/ou ajuntamentos, Vestes sacerdotais como Kipá e Talit; Bandeira de Israel e Estrela de Davi, Candelabro/Menorah, Arca da Aliança, Óleo para unção...

Estes e outros elementos específicos do Velho Testamento nos contam a história de como Deus agia em meio ao Seu povo, contudo, todos eles agora não passam de símbolos que apontam para um novo significado no Novo Testamento, que culmina na pessoa de Jesus Cristo e em Sua obra redentora e salvadora.

Hoje não somos mais convocados pelo som de um shofar, mas a própria voz do Espírito Santo nos chama ao arrependimento e a uma nova vida em Cristo (Jo 16.8); nossas vestes como sacerdotes não são Talit e Kipá mas são vestes de um novo homem criado por Deus em verdadeira justiça e santidade (Ef 4.24); a bandeira sobre nós não é a de Israel, mas é o próprio Deus, que conquistou para si povos de todas as tribos, línguas e nações (Apc 5.9), não representamos Israel nem Davi, mas sim o Reino de Deus como embaixadores (II Co 5.20); carregamos a luz de Cristo e não de um candelabro (Ef. 5.8; Mt 5.14); nós somos a arca que carregamos a presença de Deus (I Co 3.16) e pelo Espírito Santo somos uma vez por todas ungidos, selados e capacitados para a boa obra, não havendo nenhuma necessidade de "novas unções" (I Jo 2.20,27; II Co 1.22; Ef. 4.30; II Co 1.21,22).

Aceitar hoje estes rituais, símbolos e as observâncias da Lei é recosturar o véu que Jesus já rasgou! Lembre-se: todo o Velho Testamento apontava para Jesus, e a Bíblia nos ensina que ele era sombra do que haveria de vir (Colossenses 2.17); desta forma, hoje, a Igreja deve ser fundamentada na Nova Aliança, no Novo Testamento tão somente, pois nele toda a Lei teve uma nova abrangência em Cristo Jesus:

“Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." Gálatas 5.14

Definitivamente, nós não vivemos mais pela Lei! Dela fomos livres e hoje vivemos na Nova Aliança (Hb 8.8-10) revelada pela Graça de Cristo Jesus, que se tornou maldição por nós, e que em nosso lugar sofreu as penalidades que a Lei exigia do pecador. Vivemos guiados pelo amor que o Espírito Santo derramou em nosso coração, para nos fazer capazes de cumprir com toda a Lei que se resume em uma só: amar nosso próximo como a nós mesmos! O que fazemos, fazemos por amor e não por medo das maldições da Lei, pois estas foram todas desfeitas no sangue de Jesus (Gl 3.13).

Não diminua ou menospreze esta verdade tão cara para o Evangelho, observando antigos rituais e antigas leis, vivendo com medo de maldições, se colocando novamente debaixo do jugo da escravidão. Lute, pois, contra esta heresia e mantenha firme sua fé na graça e no amor de Jesus! Ele é suficiente para nós!